sábado, 1 de setembro de 2007

Na Folha de São Paulo

"BONECA': ASSOCIAÇÃO QUER QUE TASSO JEREISSATI EXPLIQUE USO DE PALAVRAA ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) enviou ontem ofício ao senador Tasso Jereissati, cobrando explicações sobre o termo "boneca" usado em bate-boca com o senador Almeida Lima. Anexado ao ofício, o grupo mandou uma ficha de filiação à entidade. Anteontem, imitando gestos afeminados, Tasso disse: "Calma, boneca!". Foi o auge da tensa apresentação do relatório que recomendou a cassação de Renan Calheiros.
Não deu certo, vamos de mudança para o Alerta Fúccia...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

sábado, 30 de junho de 2007

Paula e Bebeto

A música não tem nada diretamente ligada a ser gay, mas ...

Ê vida, vida, que amor brincadeira, à vera
Eles se amaram de qualquer maneira, à vera
Qualquer maneira de amor vale à pena
Qualquer maneira de amor vale amar
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela / amar / à pena / valerá
Eles partiram por outros assuntos, muitos
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante este canto
Qualquer maneira me vale cantar
Eles se amam de qualquer maneira, à vera
Eles se amam é prá vida inteira, à vera
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale o canto / me vale cantar

(Caetano e Milton Nascimento)

Six Feet Under (A Sete Palmos)


Criada por Alan Ball, roteirista vencedor do Oscar por Beleza Americana, SIX FEET UNDER — mostra a vida da nada convencional família Fisher, que comanda uma funerária na Califórnia.


Cada episódio inicia-se com uma cena onde alguém morre e a cada trabalho para o negócio, criase o pano de fundo para atuais discussões, brigas e ofensas entre eles, bem como segredos emocionais sendo revelados e explorados. A série que consegue como poucas prender a atenção de quem assiste, mostrando problemas que qualquer família normal pode ter em sua vida - mesmo tendo de lidar diariamente com a morte.


Destaque para o David (Michael C. Hall) atormentado filho do meio e homossexual não assumido (que mantém uma relação secreta com o policial Keith, interpretado por Mathew St. Patrick). A evolução desta personagem será o guia para a compreenção da série, além de proporcionar cenas de emoção com sua mãe Ruth (Frances Conroy).

Mamãe, coragem

Eu não sei, mas toda vez que penso em minha mãe preocupada por eu ser gay, lembro da música abaixo.
Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo eu fui embora
Mamãe, mamãe não chore
Eu nunca mais vou voltar por aí
Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo eu quero mesmo é isto aqui
Mamãe, mamãe não chore
Pegue uns panos pra lavar, leia um romance
Veja as contas do mercado, pague as prestações
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra os corações dos filhos
Seja feliz, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Eu quero, eu posso, eu quis, eu fiz,
Mamãe, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Não chore nunca mais, não adianta eu tenho um beijo preso na garganta
Eu tenho um jeito de quem não se espanta
(Braço de ouro vale 10 milhões)
Eu tenho corações fora peito
Mamãe, não chore, não tem jeito
Pegue uns panos pra lavar leia um romance
Leia "Elzira, a morta virgem", "O Grande Industrial"
Eu por aqui vou indo muito bem , de vez em quando brinco
Carnaval
E vou vivendo assim: felicidade na cidade que eu plantei pra mim
E que não tem mais fim, não tem mais fim, não tem mais fim

(Caetano & Torquato Neto)

sábado, 26 de maio de 2007

Angels in America (5)

Pode-se dizer que a doença de Prior revela a Louis um poder absoluto que ameaça aniquilar não somente a liberdade de quem ele ama, mas também a sua própria liberdade. A Aids é logo associada ao Poder Absoluto, e a sociedade na tentativa de encontrar culpados para serem purgados, de imediato procura uma relação da doença com os homossexuais. Para muitos, eles não passam de aberrações, desvios da natureza, não podem ser “normais”. Dito desta forma, a AIDS se transforma na tragédia Gay.
Em Angels in America, por exemplo, Roy Cohn se recusa aceitar o fato de estar infectado pelo vírus HIV, porque tem consciência de que sua orientação sexual seria atribuída ao homossexualismo. Mesmo sendo homossexual, nega a identidade até o fim, pois, para ele, homossexualismo é sinônimo de marginalidade e fraqueza. “Homossexuais são homens”, argumenta Cohn, “que não conhecem ninguém e que ninguém os conhece”.É por isso que quando seu médico diagnostica sua doença como AIDS, ele prontamente nega dizendo que “AIDS é o que homossexuais têm. Eu tenho câncer no fígado”.
Nas palavras de Roy Cohn, fica, portanto, bastante claro a interpretação do conceito universal de AIDS pela sociedade na década de oitenta, como uma doença da culpa – a vacina divina contra os pecadores.
Uma cena representa bem o painel de hipocrisia, de arrogância e prepotência, nela estão Al Pacino e James Cromwell: o medico (Cromwell) informa que Pacino esta infectado com o vírus e precisa ser internado rapidamente, Pacino num ato de ignorância, menciona que não pode ter AIDS, pois esta é uma doença de gay, e ele não é (somente sai com uns caras!), e que sua doença é um câncer de fígado, neste tom ele acaba por ameaçar o médico para garantir que o diagnostico oficial seja este.
Durante a crise, duas forças antagônicas entram em choque – solidariedade versus intolerância. E é exatamente esta luta, que Angels in América encena. Crises como a da AIDS, colocam a sociedade sob quarentena, refletindo mais uma vez nossos preconceitos, causados pela contaminação do vírus mais letal que já existiu – o da intolerância.